Resenha: A garota que você deixou para trás



Título: A garota que você deixou para trás.
Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard . Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Jojo Moyes - Editora INTRÍNSECA - 2015 - 384 páginas.

Inicialmente, a narrativa é somente da Sophie, vemos o seu cotidiano, na cidadezinha francesa tomada pelos alemães, onde ela e sua irmã cuidam do restaurante da família, e esperam por notícias de seus maridos que estão no front. Sophie é uma personagem fácil de gostar, determinada e otimista, você se sente cativada por ela, mesmo quando toma decisões imprudentes. Já com a Liv, é mais difícil simpatizar, em muitas situações ela parece bem chatinha, irresponsável e até imatura. Quando descobre que os descendentes da família Lefèvre, estão querendo o quadro de volta, alegando que foi uma obra roubada durante a guerra, ela não hesita em entrar na questão judicial mesmo estando atolada de dívidas e correndo o risco de ter que vender a casa que o marido construiu.


Outro ponto que me incomodou demais no livro, foi que eu não senti a importância do quadro pra Liv. Com a Sophie fica nítido que o quadro é de grande importância, era uma lembrança do marido. Porém, com a Liv, parecia que era só um quadro, a narrativa dá a entender que ela não quer abrir mão do quadro, mais por teimosia, do que por realmente se importar com ele. O final ficou um pouco forçado e não me agradou. Entretanto, o ponto mais positivo para mim, foi a perspectiva histórica sobre a 1a Guerra Mundial nas cidadezinhas francesas que eram ocupadas pelo exército inimigo, tudo foi muito bem retratado, mostrando todas as adversidades vividas pelos habitantes dali.

É um livro indicado para os amantes de romances bem clichês e otimistas, apesar de todo o drama sofrido por Sophie. Tem uma boa narrativa, mas demora um pouco a ficar realmente interessante. Leva uma classificação de 2,5 numa escala de 5.



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