Resenha: Quem era ela?

Título: Quem era ela?
Sinopse: Tudo que é seu hoje, um dia já foi dela. Ela era como você. E, ao tentar fugir, você fará as mesmas escolhas e seguirá pelo mesmo caminho. É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador. Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. JP Delaney – Editora INTRÍNSECA – 2017 – 336 Páginas.
Jane está a procura de uma nova casa, e o nº 1 da Folgate Street parece ser a ideal. Apesar do difícil processo de seleção e das inúmeras normas da casa, ela acaba conseguindo. Entretanto, ao descobrir que a antiga moradora, Emma, morreu ali, em circunstâncias duvidosas, ela decide então investigar e acaba percebendo que pode estar seguindo os mesmos passos da antiga inquilina. Com a narrativa dividida entre o passado (Emma) e o presente (Jane), o livro consegue prender o leitor quando os mistérios começam a vir à tona, o que não demora muito. Apesar de o leitor se sentir facilmente envolvido na história de Emma e Jane, as personagens não são tão bem construídas, em muitos momentos você se questiona sobre suas atitudes, se elas não estão agindo de forma muito ingênua ou burra diante de situações importantes, principalmente em relação a Emma, uma personagem com atitudes que fazem o leitor não ter tanta afinidade ou sequer gostar dela.
O que mais me incomodou no livro como um todo, foi a rede de mentiras que foi colocada na história, que muitas vezes acaba confundindo o leitor, me fez parecer que o autor quis conduzir o leitor para uma situação em que ele acabasse não conseguindo desvendar o mistério do livro e o final fosse surpreendente. Ele conduz tanto o leitor a pensar de uma forma, que chega em um momento que eu acabei me perguntando se ele estava fazendo aquilo só para que eu não percebesse o que realmente aconteceu (algo que não era tão difícil de descobrir). Tendo duas personagens narrando a história em tempos diferentes, eu tive dificuldades de criar laços com elas, as atitudes tornaram difícil a simpatia por elas. Eu esperava que a Jane fosse mais esperta, pois ela estava investigando o que houve com a Emma, e acaba tendo atitudes iguais as dela, mesmo sabendo que isso pode deixá-la em perigo. O final, não foi nada surpreendente pra mim, eu já tinha suspeitas do que havia ocorrido e até do que poderia acontecer e fiquei descontente quando vi que estava certa, eu esperava mais.
É um livro indicado para quem gosta de suspense, mas que não seja tão exigente com as surpresas do final. Com umas poucas cenas de sexo, seria mais indicado para um público new adult. Apesar de saber prender a atenção do leitor, é um livro que deixou a desejar, levando uma classificação de 3 estrelas numa escala de 5.

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